" Onde está meu manto?' O grito de Souza ecoa pela casa. "Vai começar a loucura" , pensou Andressa, já antevendo o que aconteceria. Era sempre assim em dia de jogo do Corinthians. Ela sabia que ao casar com ele, seria traída a cada partida. Seria deixada de lado, trocada por um bando de marmanjos ensandecidos que fariam de sua casa uma extensão do Pacaembu. Seu sofá macio seria a arquibancada, onde amontoados, suados e ( provavelmente) bêbados, aquele bando de loucos( literalmente)gritariam incansavelmente a música menos criativa que ela já ouvira em toda sua vida...era um tal de "não pára, não pára, não pára".
As crianças já estavam acostumadas e , por incrível que pareça, adoravam o dia de jogo. Era o dia em que elas podiam ficar acordadas até tarde. Era o dia em que pipoca e refrigerante substituíam o jantar. Era o dia em que viam o pai mais feliz.
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